sábado, 18 de fevereiro de 2012



                                                                   

"And just like the change of seasons
I know you'll be back again"

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012



O que desperta contigo toda manhã garota? Acabou-se o mistério? Cadê a música e os versos em atitude? Não vejo mais o amor incondicional exposto, a fotografia a mostra, seus desenhos grudados na parede, você no palco representando uma mentira linda, você se reconhecendo no reflexo do espelho... Você... Você... Cadê?


Entregue a terceira pessoa, continuas falando de si usando como exemplo de felicidade alguém que eras. Como se a culpa fosse da própria inspiração, por ser maior do que o comum na época, ter sumido agora. Como se mais alguma coisa além de você prendesse suas pernas entre os cobertores. Como se cada pensamento, gesto e decisão sua, não continuem cobertas por um só nome...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012



Encontrei com ela ontem, e me contou que havia voltado ao mesmo cenário onde tentou tirar a fotografia do último encontro das duas... Disse também que já não era mais um bar, haviam construído uma imensa sala de espera de um consultório médico onde ela a viu pela última vez. E era como se o ar que respirasse naquele lugar, contasse aos seus sentidos o segredo do que ali acontecera...
Colocou sua câmera sobre o colo, como se mostrasse a ela o que perderam naquele dia que a fotografia não foi tirada. Naquele dia em que o medo da foto ruim serviu como desculpa para não guardar a lembrança da partida... Hoje sabe que tudo pode sumir, o bar, a mulher... Mas a lembrança permanece intacta.

De repente fez todo sentido estar numa sala de espera. Esperou até a dor amenizar, e saiu pela porta que tanto temeu reencontrar.

Perguntei depois se ela não tinha medo de que isso nunca acabasse... Disse que não. Disse que por um amor assim morre-se a passos largos.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

"Respondi que meu maior desejo era escrever, nada mais do que isso, nada. Ciosa ela é. Nenhuma resposta, um olhar rápido logo desviado, o leve erguer dos ombros, inesquecível. Serei a primeira a partir."


(L’AmantMarguerite Duras)





- Ainda sorrio olhando o nome dela como ganhadora do Prix Goncourt em 84 com esse livro... Sempre vou sorrir. -

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

- Eu te amo.

- E o que isso quer dizer?

- Quer dizer que eu respiro você, que eu sinto você em mim...

- E o que isso quer dizer?

- Eu já disse o que quer dizer.

- Não o que isso quer dizer pra mim...

- Estou falando do que eu sinto, não de você.

- Entendi.

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- Me desculpa.

- O que isso quer dizer?

- Que me sinto mal pelo que falei antes, mas você me deixou um tanto nervosa. Não se diz eu te amo para alguém sem deixar que desembrulhe o presente.

- Achei que o fato de você me amar não tinha muito a ver comigo... Começa me dizendo a cor do presente.

- É azul, porque é a minha cor preferida, mas dentro da caixa pintei o fundo de roxo, porque sei que gostas. Seria uma surpresa.

- Qual é o tamanho desse embrulho?

- Podes tanto levar no bolso por onde andares, quanto espalhar pelo teu quarto, ou por uma cidade inteira.

- Qual é o cheiro que exala teu presente?

- Tem o cheiro do café daqui que te faz acordar, das nossas frutas preferidas, do meu suor com teu gosto na minha pele, da minha caneta tinteiro...

- E quantas metáforas mais vamos usar pra nos convencermos de que amor é via de mão dupla?

- Eu posso ficar aqui a noite toda.

- Eu também, eu te amo também.